Exercícios Corretivos ou Estratégias corretivas de movimento

Exercícios Corretivos ou Estratégias corretivas de movimento

As disfunções musculoesqueléticas são comumente causadas por fraqueza biomecânica. Desta forma, o uso de exercícios para corrigir disfunções é uma abordagem interessante para a reabilitação sem, muitas vezes, ter a necessidade de outra intervenção.
Para isso é necessário definir a disfunção com testes de funcionais específicos definindo qual a causa e como ocorre a sintomatologia, o que piora ou melhora e/ou a razão da limitação da mobilidade e do controle motor. Assim, na avaliação deve-se descobrir a fonte da disfunção, além de buscar maior quantidade de informações relacionadas ao recrutamento muscular e a presença de padrões de movimento compensatórios.
Os exercícios corretivos são usados para tratar um déficit específico do movimento. O objetivo é restaurar o controle motor dos músculos que fazem parte da mecânica do movimento e com isso melhorar a disfunção.
Um programa de exercícios corretivos bem planejados pode melhorar o desempenho muscular, diminuir a gravidade da lesão, diminuir o risco de nova lesão e acelerar a recuperação e o retorno à atividade.
Soluções de curto, médio e longo prazo devem focar não apenas na correção da causa do problema, mas também no ensino de padrões ideais de movimento, para a saúde e a função ao longo da vida. O treinamento corretivo deve se concentrar principalmente em restaurar o equilíbrio muscular: se o equilíbrio ideal não for alcançado, qualquer desequilíbrio muscular existente pode ser aumentado ainda mais pelo exercício. A progressão deve ser de acordo com os objetivos de reabilitação do cliente. O ganho de mobilidade, da estabilidade estática e dinâmica, ativação muscular, integração dos movimentos sem carga e depois com carga deve seguir uma periodização e evoluir sempre, avaliando a cada 15 dias o ganho do desempenho motor.
Procure um fisioterapeuta que possa avaliar e tratar utilizando exercícios funcionais para a recuperação completa de uma sintomatologia, principalmente se esta se manifestar durante o movimento, independente da fase que se encontra a doença. Todo exercício deve ser adaptado e seguir uma progressão de acordo com cada indivíduo. O importante é manter-se ativo e monitorar a resposta sintomática e mecânica.
Referências:
HwanGbo, G.; Lee, C.; Kim, S.; Kim, H. The effects of trunk stability exercise and a combined exercise program on pain, flexibility, and static balance in chronic low back pain patients. J. Phys. Ther. Sci. 27: 1153–1155, 2015.
Patel, Kesh. Corrective exercise: a practical approach. 1 ed. British Library, 2005. Thomas, R. et al. Acute exercise and motor memory consolidation: Does exercise type play a role? Scand J Med Sci Sports 2016.

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