Osteopatia Esportiva

Osteopatia Esportiva

Sabe-se que para um melhor desempenho esportivo precisa-se ter uma combinação de rotinas e realizar procedimentos específicos que irão influenciar na performance. Na base destas rotinas está a qualidade do sono que pode afetar não só o desempenho físico, mas também intelectual e social, podendo gerar fatores de estresse e cansaço. Desta mesma forma e com a mesma importância está a prática de uma boa alimentação que vai influenciar diretamente nos resultados.
Somado a esses fatores deve-se estar atento a qualidade do movimento dentro desta prática esportiva, observando o grau de mobilidade e estabilidade articular, e rotinas de prevenção de lesões e práticas de recovery que são realizadas pela fisioterapia.
Nesta linha de pensamento, seguindo o princípio da tensegridade fascial, quanto maior for a capacidade de movimento angular de uma articulação maior será a força gerada pelo músculo e, portanto, o aumento da mobilidade melhora o controle motor, a potência, agilidade e performance. Além disto, pelo conceito Joint by Joint, no momento em que as articulações de mobilidade perdem sua característica, a próxima articulação estabilizadora será acionada a produzir uma mobilidade compensatória, diminuindo a estabilidade provocando situação favorável à lesão. Já as articulações de estabilidade tem por função promover uma situação segura para produção de força e potência, bem como permitir o correto deslocamento dos seguimentos corporais preservando os tecidos cartilaginosos, ligamentares e tendinosos. Em caso de redução da função da articulação estabilizadora o resultado será um comprometimento dos tecidos moles (cartilagem, ligamento, tendão, inflamação muscular). Desta forma, a osteopatia entra como parte da equipe multidisciplinar pela exigência do atleta no ganho de performance mais rápida e, as manipulações praticadas pelo osteopata insere nessa estratégia terapêutica para tratar uma disfunção biomecânica da articulação. Sua forma de avaliar tem um olhar para as lesões que geram disfunções somáticas à longa distância, ou seja, um olhar mais global. Além disto, sabe-se sobre a importância do osteopata na prevenção de lesões, mantendo o corpo em condições ideais de treinamento.
Já existem associações de Osteopatia Esportiva pelo mundo como a Ostheopathic Sport Care Association (colocar o link da pagina), Internacional Osteopathic Sports Care (colocar o link da pagina), American Osteopathic Academy of Sports Medicine (colocar o link da pagina).
Relatos baseados na opinião ou na experiência de profissionais e atletas afirmam que a manipulação promove maior desempenho e melhora rápida da lesão. No estudo de Botelho et al. (2017), referem que as manipulações osteopáticas promovem aumento da velocidade da corrida, aumento do balanço dos golfistas, aumento da força de preensão em judocas, aumento velocidade do chute em jogadores de futebol.
São vários efeitos neurofisiológicos são descritos:
Melhora da mobilidade (alta evidência)
Diminui os níveis de citocinas pró-inflamatórias e sensação de dor (Botelho et al, 2017)
Melhora a fadiga muscular (Harvey & Descarreaux, 2013)
Manipulação aumenta a excitabilidade corticoespinal, afetando a força e o controle neuromuscular (Christiansen et al, 2018)
Dentro das técnicas osteopáticas também há estratégias para os tecidos moles e fáscias que tem como objetivo aumentar o fluxo linfático e sanguíneo; reduzir o tônus muscular, diminuindo as tensões musculares, espasmo e dor; diminuir o cortisol e aumentar os níveis de serotonina e dopamina; reduzir o declínio da força muscular causado pelo aumento de lactato pós exercício (o lactato elevado causado por uma intensa atividade repetitiva provoca danos às fibras tipo II, sendo necessário um maior recrutamento dessas fibras para manter a produção de contração muscular e reduz a capacidade de controle motor) (SHIN; SUNG, 2015).
Por fim, destaca-se que o osteopata que trabalha na área esportiva deve entender a biomecânica envolvida no esporte e por isso deve complementar às suas técnicas uma boa avaliação funcional e repadronizar o movimento com exercícios corretivos.
Referências:
Botelho, M. B. et al. Spinal Manipulative Therapy and Sports Performance Enhancement: A Systematic Review, September, 2017.
Christiansen et al. The effects of a single session of spinal manipulation on strength and cortical drive in athletes. European Journal of Applied Physiology, January, 2018.
Kalichman, L.; David, C. B. Effect of self-myofascial release on myofascial pain, muscle flexibility, and strength: a narrative review. Journal of Bodywork & Movement Therapies, 21 (2017) 446-451.
Moran, R.N; Hauth, J.M.; Rabena R. The effect of massage on acceleration and Sprint performance in track & field athletes. Complementary Therapies in Clinical Practice, 30 (2018) 1-5.
Shin, Mal-Soon; Sung, Yun-Hee. Effects of massage on muscular strength and proprioception after exercise-induced muscle damage. Journal of Strength and Conditioning Research. Volume 29, number 8, August 2015

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